“Quanto custa um site?” é como perguntar quanto custa uma reforma: depende do tamanho, do material e do que já existe. A boa notícia é que dá para entender os fatores e chegar a uma faixa realista antes de pedir orçamento. Este guia mostra o que muda o preço, o que continua custando depois da entrega e o que perguntar antes de fechar.
O que muda o preço da criação
O tipo de site. Uma página de captação, com uma oferta e um botão, dá menos trabalho que um site institucional com várias páginas, que por sua vez costuma dar menos trabalho que um site com catálogo ou cardápio cheio de itens.
O número de páginas. Cada página precisa de estrutura, texto e revisão. Um site com início, serviços, sobre e contato é diferente de um com uma página para cada serviço.
Textos e fotos. Se você já tem os textos e boas fotos, o trabalho anda rápido. Se os textos precisam ser escritos a partir de uma conversa, ou as fotos precisam ser escolhidas e tratadas, isso entra no orçamento.
Recursos extras. Galeria de fotos, formulário de contato, área de notícias, catálogo com muitos produtos. Cada recurso soma trabalho de criação e, às vezes, de manutenção.
Perfil do Google. Organizar o Perfil da Empresa no Google junto com o site costuma ser um serviço à parte. Vale perguntar se está incluído.
O que continua custando depois
Um site não acaba no dia da entrega. Ele precisa ficar no ar, seguro e atualizado. Os custos que continuam:
Domínio. É o endereço, como seunegocio.com.br. Os domínios terminados em .br são registrados no Registro.br, que cobra uma taxa anual do titular. Confirme quem paga essa renovação.
Hospedagem. É onde o site fica guardado para abrir quando alguém acessa. Pode ser cobrada à parte ou estar dentro de um pacote de manutenção.
Segurança. O cadeado (HTTPS) precisa estar sempre válido. Sem ele, os navegadores avisam que o site não é seguro, o que espanta qualquer cliente.
Alterações. Horário que mudou, preço novo, foto trocada. Pergunte o que está incluído e o que é cobrado à parte.
Alguns profissionais cobram esses itens por mês; outros, por ano. Nenhum modelo é errado, desde que fique claro o que está incluído.
Perguntas para fazer antes de fechar
- Em nome de quem o domínio será registrado? O ideal é que seja no seu nome ou no da sua empresa. Há um guia só sobre isso.
- O que está incluído no valor? Peça por escrito: páginas, textos, fotos, recursos.
- Vou ver o site antes de pagar tudo? Uma prévia ajuda a decidir com segurança.
- Como funcionam as alterações depois da entrega? Quais são incluídas e quanto custam as outras.
- O que acontece se eu quiser sair? Você leva o domínio? E o conteúdo?
- Qual o custo por ano para manter o site no ar? Some hospedagem, domínio e manutenção.
Mensal ou anual: como comparar orçamentos
Quando um orçamento cobra manutenção por mês e outro cobra por ano, a comparação engana. O jeito justo é olhar o custo total de um período igual, por exemplo três anos:
- Some o valor da criação.
- Some a manutenção de três anos (doze parcelas por ano, ou uma por ano).
- Some o domínio e a hospedagem, se forem cobrados à parte.
- Veja o que cada orçamento inclui nesse valor: alterações, segurança, suporte.
Com os números lado a lado, fica claro qual proposta cabe no seu negócio. Desconfie de valor muito abaixo dos outros sem explicação do que está incluído.
Barato que sai caro, caro que não precisa
Site muito barato às vezes esconde custos: domínio no nome de quem fez o site, hospedagem cobrada à parte, alteração simples com preço alto. Por outro lado, um negócio local raramente precisa de um projeto grande para começar. Um site claro, rápido e com o essencial resolve a maior parte dos casos.
Como ter uma ideia do seu caso
Quer saber quanto ficaria o seu? Conte o que você precisa e o valor vem na conversa, antes de começar.